No Rio, traficantes dão, a cada dez porções de maconha ou cocaína, a 11ª de brinde
Com a concorrência cada vez mais acirrada, traficantes do Rio de Janeiro passaram a adotar, nos últimos meses, um esquema de venda de drogas com promoções semelhantes às de pizzarias: a cada dez papelotes de cocaína ou cigarros de maconha comprados diretamente na boca-de-fumo, ganha-se o 11º.
Essa espécie de brinde em troca da fidelidade do cliente foi implantada pela facção criminosa Comando Vermelho, o CV. Na hora da compra, o usuário recebe cupons -papéis carimbados que geralmente trazem a inscrição "CV", o nome do lugar onde a droga foi comprada, o tipo e o valor pago por ela. A promoção do vale-droga é, por enquanto, restrita às pessoas que são conhecidas dos traficantes.
A "promoção" não tem data para ocorrer -depende da disponibilidade das drogas nas bocas-de-fumo e do prazo dado pelos fornecedores para a sua quitação. E o esquema cresceu justamente no período em que o Exército ocupou as favelas após o roubo de 11 armas de um quartel. O armamento só foi devolvido após um acordo dos militares com criminosos líderes do CV.
O vale-droga, segundo traficantes de Manguinhos, Vigário Geral e do Complexo do Turano, na zona norte do Rio, é uma maneira de fazer o dinheiro girar rápido. Muitas vezes, grande quantidade de droga fica acumulada nos morros e os prazos para pagar os "matutos" (fornecedores, normalmente intermediários paulistas que fazem a negociação entre os produtores e os traficantes cariocas) estão apertados demais.
Ao contrário do que se imagina, hoje, nos morros cariocas, o crack é muito negociado nas bocas-de-fumo. A droga, assim como a maconha e a cocaína, é fornecida por traficantes de São Paulo. Mas o crack não entra na promoção da 11ª dose grátis. "Não dá para fazer isso porque esses caras [usuários de crack] são totalmente descontrolados. Iam causar problemas. Tentariam até falsificar cupons", diz um traficante do Turano.
"O que muita gente não consegue ver é que isso aqui [o tráfico] é uma empresa como outra qualquer, que busca lucro, "money", dinheiro. Não tem só monstro aqui, não. Isso é o ganha-pão de muita gente. Quem está aqui quer as mesmas coisas que as pessoas que trabalham nas grandes empresas, por isso sabemos como tratar nossos clientes", continua o mesmo "linha de frente" (chefe) do Turano, enquanto, ao seu lado, um garoto de 11 anos está desfalecido pelo uso do "loló" (droga à base de clorofórmio).
"As bocas que fazem a promoção são as que têm clientes mais fiéis. A troca acontece na base da confiança. Eu só compro lá no Turano, onde os meninos do movimento sabem que uso só maconha", diz um universitário, de 23 anos, que cursa jornalismo à noite na Estácio de Sá, localizada na base do Complexo do Turano.
É a mesma universidade onde, em 2003, Luciana Gonçalves de Novaes, então com 19 anos, ficou tetraplégica após tomar um tiro que teria sido disparado por um traficante do Turano.
No início da madrugada da última quarta-feira, dia 22, traficantes de uma das cinco bocas-de-fumo do Complexo do Turano resolveram inovar na promoção: passaram a oferecer, junto com as porções de maconha, um pedaço de papel de seda -que é vendido legalmente para usuários de cigarro de palha. Cada folha, segundo o subgerente do tráfico no Turano, custa, em média, R$ 0,25. Foram compradas pelo próprio traficante para o seu uso pessoal.
"Daqui uns dias, vamos fornecer a maconha já em forma de baseado, enrolada na seda. Se bobear, até em maços, como é o cigarro", disse, sorrindo, o subgerente do tráfico no Turano.
A decisão de fornecer o papel de seda na trouxinha da maconha foi tomada após a namorada dele reclamar de que não era muito fácil obter um "papel de qualidade" para enrolar a droga.
No Complexo do Turano, trabalho do tráfico conta com 20 pessoas, das quais sete têm menos de 18 anos
Didico, 12, é um dos "braços" da boca-de-fumo
Enquanto embala parte dos dez quilos de maconha recém-chegados a uma das cinco bocas-de-fumo do Complexo do Turano, no Rio Comprido (zona norte do Rio), o menino de 12 anos, chamado nos becos do lugar de Didico e entorpecido pelo uso de "loló" (droga à base de clorofórmio), canta um funk: "Não tem vergonha. Só quem fuma maconha. Tá ligado, maconheiro! Vou dizer no sapatinho: Maconheiro de verdade só fuma a do boldinho". É madrugada alta de quarta, dia 22.
A "boldinho" citada por Didico é a maconha vendida no Turano. Uma droga de efeitos mais fortes, segundo traficantes e usuários. Há, inclusive, uma página na internet em que os usuários exaltam as "qualidades" da droga.
Em resposta ao funk declamado por Didico, que cospe no chão o tempo todo, um outro garoto, perto dos 17 anos e não menos drogado, emenda: "Pá-Pum. Tipo Colômbia. Pá-Pum. Tipo Colômbia. Tipo, tipo, tipo Colômbia."
A cadência do proibidão (funk de apologia ao crime) dita o ritmo dos movimentos da "endolação" (preparo) da droga, colocada em pequenos sacos plásticos vermelhos -afinal, o Turano é uma das áreas do Comando Vermelho, a facção mais antiga do Rio, criada a partir da união de presos políticos e criminosos comuns, no extinto presídio da Ilha Grande.
Outros sete rapazes ajudam Didico a embalar a droga. Todos estão alucinados pelo uso do loló e, no meio da escadaria de acesso à parte alta do Turano, ficam em círculo em volta do papelão onde a maconha está picotada. Autodenominados "braços", eles são observados pelo "dono do morro", um homem de 35 anos -cinco deles preso. Ele é traficante há mais de dez anos e quer acessar a internet um dia. "Não nasci com um fuzil no cordão umbilical."
Quando soube que a maconha de sua boca-de-fumo é famosa na internet, o chefe do tráfico no Turano sorriu. Foi a única vez em que isso ocorreu durante as quase sete horas em que a reportagem esteve no morro, guardado por jovens com fuzis e pistolas, cuja função é ficar na "contenção" (impedir a entrada de policiais e de criminosos de outras facções).
Ao mesmo tempo em que os meninos embalam a maconha, outro homem, o subgerente do tráfico no Turano, é agarrado por uma moça com roupas insinuantes -sandália alta, calça jeans apertada e blusinha curta. "Só love", diz ele. Entre um beijo e um agarrão no subgerente, a moça, ao lado de duas amigas, dá tragadas fortes num cigarro de maconha.
Enquanto o subgerente namora, a noite segue agitada no Turano. O dono do morro tem um problema sério a resolver: sem sua autorização, cinco meninos do tráfico local roubaram, à tarde, um carro. Nervoso, ele quer saber quem são os autores do roubo.
O sonho de consumo dos jovens das bocas-de-fumo é o Toyota Corolla -"um carrão nervosão, grandão, potente", justificam os meninos. Eles roubam o carro, dão voltas nas favelas e, depois de algum tempo, os abandonam, assim como fazem com motocicletas, muito usadas para impressionar as meninas dos morros nos bailes funks, sempre aos sábados.
Depois de delatado por um dos meninos que usavam loló, o mais velho do grupo de jovens ladrões é chamado. "Quem deu ordem para vocês roubarem o carro lá embaixo hoje?", questiona o traficante. O jovem, armado com uma pistola na cintura, gagueja e responde: "Foi o senhor!"
"Eu não autorizei nada", diz, exaltado, o líder. "Sei bem porque você está roubando lá na pista [fora do morro], é porque você está usando muita droga das cargas [carregamentos de droga que, em média, têm cem papelotes ou trouxinhas] que deixei com você. Vou te suspender da boca agora", continua o traficante, pai de um menino que vive bem longe do Turano e do tráfico. Ele diz que permite o uso de drogas entre os jovens que trabalham na sua boca-de-fumo "para mantê-los por perto e para que eles não se aliem com traficantes de outras facções". "Tenho de mantê-los por perto", alega o traficante, usuário da mesma maconha que vende.
Enquanto "desenrola" (resolve) a suspensão do seu "soldado", o traficante é saudado pelos moradores do Turano que voltam do trabalho. Alguns, como um senhor que subia esbaforido a escadaria do morro, dão o alerta de que dois carros da PM estão em uma rua na base do muro: "Eles estão em quatro, divididos em dois carros. É bom ficar esperto."
"Viu só, se os moradores não gostassem da gente, eles não avisariam que a polícia está perto. Ninguém quer violência aqui", fala à reportagem o "linha de frente" do morro, que usa tênis Nike "doze molas", grossas correntes de ouro no pescoço. O líder tem vários mandados de prisão por tráfico e formação de quadrilha expedidos contra ele - o que o obriga a ficar permanentemente na "micronação" que é o morro.
"E eu posso dizer uma coisa pra você: neste ano, político não sobe o Turano para fazer campanha, para mentir para o povo. Se quiser subir, vai ter de deixar um malote [dinheiro] na boca. Eles vêm aqui, fazem promessas e nunca voltam para cumprir. Gostaria que isso [não autorizar a entrada de candidatos] fosse geral em todas os morros do Comando [Vermelho]", diz o traficante, também autor de alguns homicídios. Questionado sobre quantas mortes causou, ele, que abandonou a escola na 7ª série, respondeu "algumas", sem dar detalhes.
A essa altura, Didico está feliz, "comeu um lanche três carnes", do Bob's, levado por um motorista que serve à boca-de-fumo e que também ofereceu, em uma nota de R$ 1,00, um papelote de cocaína, de R$ 7,00, para que o garoto cheirasse com ele.
Tudo ocorre enquanto o chefe do tráfico conta maços de dinheiro -as bocas do Turano faturam, em média, R$ 1.000 por dia, com o trabalho de 20 pessoas -sendo sete com menos de 18 anos. "Mas a gente tem de pagar o arrego [propina] aos samangos [policiais] toda semana. Só aí são R$ 2.300", afirma ele, que diz ser "temente a Deus" e que, "só às vezes", tem vergonha de vender drogas.
Folha
26.3.06
23.3.06
Estão passando dos limites!!!!!
No Piauí, CEF pede explicações a pai de caseiro
O empresário Eurípedes Soares da Silva foi chamado na manhã de anteontem pela gerência da CEF (Caixa Econômica Federal) onde tem conta, em Teresina, para explicar os depósitos feitos para Francenildo dos Santos Costa, o Nildo, o caseiro que teve o sigilo bancário violado após contradizer o ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho.
Segundo o advogado de Soares, Francisco de Sales Palha Dias, o empresário foi questionado sobre o valor dos depósitos feitos ao caseiro porque, de sua conta bancária, só havia duas transferências para a conta de Francenildo, uma de R$ 10 mil e outra de R$ 5.000.
"Como já foi confirmado por ele mesmo e pelo caseiro que o valor total dos depósitos foi de R$ 25 mil, quiseram saber de onde saíram os outros R$ 10 mil que não aparecem no extrato", disse o advogado.
A Superintendência da CEF no Piauí não sabia da cobrança de explicações feita a Soares, segundo a assessoria de imprensa do banco. O gerente-geral da agência onde o empresário tem conta negou que tenha havido ordem superior para o questionamento.
"Foi uma consulta informal, já que ele é nosso cliente antigo. Como temos uma relação muito próxima com os nossos correntistas, decidimos chamá-lo para conversar e ver se está tudo bem", disse o gerente.
Segundo o próprio gerente, o empresário não tinha obrigação de dar explicações. "O dinheiro é dele e ele pode usá-lo como quiser, mas, quando percebemos algo diferente, procuramos nossos clientes, até para dar algum apoio."
Ao banco, o empresário afirmou que os primeiros R$ 10 mil pagos ao caseiro foram entregues em dinheiro e tiveram como origem um velho amigo, Antônio Alves Filho.
O dinheiro, na ocasião, foi entregue ao próprio Francenildo, como confirmou sua mãe, Benta Maria dos Santos Costa, e ele mesmo fez o depósito em sua conta, numa agência da Caixa em Brasília. As outras parcelas foram pagas por meio de transferências bancárias.
Ainda de acordo com Palha Dias, Soares decidiu dar os R$ 25 mil ao caseiro para evitar que ele dissesse à sua família que era seu filho bastardo. O empresário nega, contudo, a paternidade. O advogado afirma que ele só vai fazer um exame de DNA, como quer o caseiro, se a Justiça determinar.
"Não há nenhum tipo de envolvimento político, nem direto nem indireto. Tudo foi pago com dinheiro próprio, por uma questão de família", disse.
Ônibus
Eurípedes Soares da Silva, 72, começou a operar sua empresa, Viação E. Soares, no Piauí, há cerca de trinta anos. No início eram poucos ônibus, seis no máximo, e ele mesmo dirigia e consertava os veículos.
A frota hoje tem pouco mais de 20 ônibus, com trajetos intermunicipais fixos, de Teresina a áreas rurais de cidades da região metropolitana. Não há ônibus novos. A maioria deles está sucateada. O primeiro que Soares comprou ainda faz parte da frota.
Entre os destinos está Nazária (a 20 km da capital), cidade natal do caseiro Francenildo dos Santos Costa, e onde vive até hoje a família dele.
Foi numa dessas viagens à cidade que Soares conheceu a mãe do caseiro, Benta Maria, como ela mesma conta. Benta Maria afirma que foi para afastá-lo da idéia de procurar o pai biológico que decidiu levar Nildo para Brasília, em 1995.
O primeiro contato entre eles aconteceu no final do ano passado, quando o caseiro ameaçou dizer à família do empresário que era seu filho. Em troca do silêncio, Soares ofereceu R$ 25 mil a ele, segundo o advogado do empresário.
Folha
O empresário Eurípedes Soares da Silva foi chamado na manhã de anteontem pela gerência da CEF (Caixa Econômica Federal) onde tem conta, em Teresina, para explicar os depósitos feitos para Francenildo dos Santos Costa, o Nildo, o caseiro que teve o sigilo bancário violado após contradizer o ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho.
Segundo o advogado de Soares, Francisco de Sales Palha Dias, o empresário foi questionado sobre o valor dos depósitos feitos ao caseiro porque, de sua conta bancária, só havia duas transferências para a conta de Francenildo, uma de R$ 10 mil e outra de R$ 5.000.
"Como já foi confirmado por ele mesmo e pelo caseiro que o valor total dos depósitos foi de R$ 25 mil, quiseram saber de onde saíram os outros R$ 10 mil que não aparecem no extrato", disse o advogado.
A Superintendência da CEF no Piauí não sabia da cobrança de explicações feita a Soares, segundo a assessoria de imprensa do banco. O gerente-geral da agência onde o empresário tem conta negou que tenha havido ordem superior para o questionamento.
"Foi uma consulta informal, já que ele é nosso cliente antigo. Como temos uma relação muito próxima com os nossos correntistas, decidimos chamá-lo para conversar e ver se está tudo bem", disse o gerente.
Segundo o próprio gerente, o empresário não tinha obrigação de dar explicações. "O dinheiro é dele e ele pode usá-lo como quiser, mas, quando percebemos algo diferente, procuramos nossos clientes, até para dar algum apoio."
Ao banco, o empresário afirmou que os primeiros R$ 10 mil pagos ao caseiro foram entregues em dinheiro e tiveram como origem um velho amigo, Antônio Alves Filho.
O dinheiro, na ocasião, foi entregue ao próprio Francenildo, como confirmou sua mãe, Benta Maria dos Santos Costa, e ele mesmo fez o depósito em sua conta, numa agência da Caixa em Brasília. As outras parcelas foram pagas por meio de transferências bancárias.
Ainda de acordo com Palha Dias, Soares decidiu dar os R$ 25 mil ao caseiro para evitar que ele dissesse à sua família que era seu filho bastardo. O empresário nega, contudo, a paternidade. O advogado afirma que ele só vai fazer um exame de DNA, como quer o caseiro, se a Justiça determinar.
"Não há nenhum tipo de envolvimento político, nem direto nem indireto. Tudo foi pago com dinheiro próprio, por uma questão de família", disse.
Ônibus
Eurípedes Soares da Silva, 72, começou a operar sua empresa, Viação E. Soares, no Piauí, há cerca de trinta anos. No início eram poucos ônibus, seis no máximo, e ele mesmo dirigia e consertava os veículos.
A frota hoje tem pouco mais de 20 ônibus, com trajetos intermunicipais fixos, de Teresina a áreas rurais de cidades da região metropolitana. Não há ônibus novos. A maioria deles está sucateada. O primeiro que Soares comprou ainda faz parte da frota.
Entre os destinos está Nazária (a 20 km da capital), cidade natal do caseiro Francenildo dos Santos Costa, e onde vive até hoje a família dele.
Foi numa dessas viagens à cidade que Soares conheceu a mãe do caseiro, Benta Maria, como ela mesma conta. Benta Maria afirma que foi para afastá-lo da idéia de procurar o pai biológico que decidiu levar Nildo para Brasília, em 1995.
O primeiro contato entre eles aconteceu no final do ano passado, quando o caseiro ameaçou dizer à família do empresário que era seu filho. Em troca do silêncio, Soares ofereceu R$ 25 mil a ele, segundo o advogado do empresário.
Folha
Retaliação!
PT UTILIZOU LISTA FALSIFICADA PARA RETALIAR OPOSIÇÃO
Perícia policial conclui que Lista de Furnas era fraudulenta
A tentativa do PT de estender à Oposição sua imagem de corrupção – exposta pelas CPIs do Correio e dos Bingos – não apenas fracassou, mas agravou ainda mais a situação. Está comprovado que era falsa a chamada “Lista de Furnas”, contendo nomes de oposicionistas que teriam recebido as mesmas propinas dos deputados governistas.
A fraude grosseira foi comprovada por uma perícia policial que considerou a lista uma montagem, realizada pelo lobista Nilton Antônio Monteiro e o funcionário da prefeitura de Belo Horizonte Luiz Fernando Carceroni, apontado como militante petista. Ambos serão processados pela Oposição.
A “Lista de Furnas” foi exibida no Congresso por parlamentares petistas como forma de retaliação da oposição pelas denúncias contra o Governo e o PT. Agora com a desmoralização do documento, reles falsificação, o PFL e o PSDB vão tomar medidas judiciais conjuntas para que a fraude seja apurada e os petistas responsáveis sejam condenados.
A Polícia também deve investigar o ator Antonio Grassi, diretor de Funarte e organizador das sessões de cinema no Palácio da Alvorada: ele usou seu e-mail da Funarte para divulgar a lista falsificada.
Perícia policial conclui que Lista de Furnas era fraudulenta
A tentativa do PT de estender à Oposição sua imagem de corrupção – exposta pelas CPIs do Correio e dos Bingos – não apenas fracassou, mas agravou ainda mais a situação. Está comprovado que era falsa a chamada “Lista de Furnas”, contendo nomes de oposicionistas que teriam recebido as mesmas propinas dos deputados governistas.
A fraude grosseira foi comprovada por uma perícia policial que considerou a lista uma montagem, realizada pelo lobista Nilton Antônio Monteiro e o funcionário da prefeitura de Belo Horizonte Luiz Fernando Carceroni, apontado como militante petista. Ambos serão processados pela Oposição.
A “Lista de Furnas” foi exibida no Congresso por parlamentares petistas como forma de retaliação da oposição pelas denúncias contra o Governo e o PT. Agora com a desmoralização do documento, reles falsificação, o PFL e o PSDB vão tomar medidas judiciais conjuntas para que a fraude seja apurada e os petistas responsáveis sejam condenados.
A Polícia também deve investigar o ator Antonio Grassi, diretor de Funarte e organizador das sessões de cinema no Palácio da Alvorada: ele usou seu e-mail da Funarte para divulgar a lista falsificada.
MST fez 78 invasões em 15 Estados
Números indicam a maior onda de ocupações registrada no País nos últimos seis anos; porta-vozes avisam que ações continuam em abril
No curto espaço de um mês, contado a partir de 22 de fevereiro, o Movimento dos Sem-Terra (MST) promoveu a invasão de 78 propriedades rurais e a ocupação de 2 edifícios públicos. No conjunto, foram mobilizadas cerca de 13.600 famílias em 15 Estados e no Distrito Federal, de acordo com levantamento feito pelo próprio movimento e divulgado ontem.
Trata-se da maior onda de invasões registrada no País desde o ano 2000 e, segundo os porta-vozes do MST, ainda não terminou, devendo estender-se pelo mês de abril. Também está programada para o próximo mês uma série de manifestações e ocupações de edifícios públicos em diversas capitais, para lembrar o décimo aniversário do massacre de Eldorado de Carajás, quando 19 sem-terra morreram num confronto com a Polícia Militar no interior do Pará.
Se forem somadas às ações do MST aquelas executadas por outras organizações dedicadas à defesa da reforma agrária, o total de invasões nos últimos 30 dias já passou da marca de uma centena. No ano passado, segundo a Ouvidoria Agrária Nacional, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, foram registradas 41 invasões em todo o primeiro trimestre.
De acordo com o porta-voz da direção nacional do MST, João Paulo Rodrigues, a onda de invasões deve-se ao não-cumprimento das promessas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto. "Eles prometeram que até o final do governo não deixariam nenhuma família acampada no País", disse Rodrigues. "Isso criou uma enorme expectativa e fez com que o número de famílias em acampamentos do MST subisse de 60 mil para 120 mil. Mas o governo está chegando ao fim e quase todas continuam acampadas, o que provoca enorme preocupação e tensão no meio do nosso povo de sem-terra."
Na série de ações previstas para o período de 17 a 24 de abril, o MST deve lembrar Carajás e também atacar o governo. "Vamos cobrar o cumprimento das promessas e criticar a política econômica."
A tática adotada pelo MST neste ano eleitoral é bem diferente da que usou em 2002, quando, para ajudar na eleição de Lula, reduziu o número de ações. Naquele ano, nos meses de janeiro, fevereiro e março ocorreram 10 invasões.
Estadão
No curto espaço de um mês, contado a partir de 22 de fevereiro, o Movimento dos Sem-Terra (MST) promoveu a invasão de 78 propriedades rurais e a ocupação de 2 edifícios públicos. No conjunto, foram mobilizadas cerca de 13.600 famílias em 15 Estados e no Distrito Federal, de acordo com levantamento feito pelo próprio movimento e divulgado ontem.
Trata-se da maior onda de invasões registrada no País desde o ano 2000 e, segundo os porta-vozes do MST, ainda não terminou, devendo estender-se pelo mês de abril. Também está programada para o próximo mês uma série de manifestações e ocupações de edifícios públicos em diversas capitais, para lembrar o décimo aniversário do massacre de Eldorado de Carajás, quando 19 sem-terra morreram num confronto com a Polícia Militar no interior do Pará.
Se forem somadas às ações do MST aquelas executadas por outras organizações dedicadas à defesa da reforma agrária, o total de invasões nos últimos 30 dias já passou da marca de uma centena. No ano passado, segundo a Ouvidoria Agrária Nacional, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, foram registradas 41 invasões em todo o primeiro trimestre.
De acordo com o porta-voz da direção nacional do MST, João Paulo Rodrigues, a onda de invasões deve-se ao não-cumprimento das promessas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto. "Eles prometeram que até o final do governo não deixariam nenhuma família acampada no País", disse Rodrigues. "Isso criou uma enorme expectativa e fez com que o número de famílias em acampamentos do MST subisse de 60 mil para 120 mil. Mas o governo está chegando ao fim e quase todas continuam acampadas, o que provoca enorme preocupação e tensão no meio do nosso povo de sem-terra."
Na série de ações previstas para o período de 17 a 24 de abril, o MST deve lembrar Carajás e também atacar o governo. "Vamos cobrar o cumprimento das promessas e criticar a política econômica."
A tática adotada pelo MST neste ano eleitoral é bem diferente da que usou em 2002, quando, para ajudar na eleição de Lula, reduziu o número de ações. Naquele ano, nos meses de janeiro, fevereiro e março ocorreram 10 invasões.
Estadão
CPI dos Bingos
Senador José Jorge quer esclarecimentos sobre violação da conta de Nildo
A CPI dos Bingos convocou ontem a vice-presidente de Tecnologia da Caixa Econômica Federal, Clarice Coppetti, para prestar esclarecimentos sobre a violação da conta bancária do caseiro Francenildo Santos Costa, o Nildo. Autor do requerimento convocando-a para depor, o senador José Jorge (PFL-PE) disse esperar que Clarice dê informações sobre o funcionamento do sistema de informática do banco, ajudando a identificar quem violou a conta.
Integrante da subcomissão encarregada de investigar o episódio, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) lembrou que a gerência responsável pela retirada do extrato está subordinada ao setor onde Clarice está lotada. O presidente da comissão, senador Efraim Morais (PFL-PB), marcou o depoimento para terça-feira.
Os senadores petistas Tião Viana (AC), Ideli Salvatti (SC) e Wellington Salgado (PMDB-MG) manifestaram-se contra a presença de Clarice, alegando que o assunto não tem ligação com a CPI. Concordaram apenas com parte do requerimento, que destacava a necessidade de ouvir a vice-presidente sobre a compra de 25 mil computadores, intermediada pela empresa Diebold Procomp.
Segundo José Jorge, há indícios de que a empresa teve participação no processo de renovação das loterias da Caixa com a multinacional Gtech. "Além disso, a quebra do sigilo telefônico de Ralf Barquete registrou 161 ligações entre ele e o presidente da empresa, João Abud Júnior", informou o senador, referindo-se ao então assessor da Caixa e ex-secretário do ministro Antonio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto, morto em 2004.
A mesma subcomissão da CPI e o senador Romeu Tuma - que esteve na terça-feira com Clarice para tratar da identificação do responsável pela violação da conta - pedirão à Polícia Federal que apresse as investigações. Tuma disse que a medida é necessária para impedir que as provas sejam destruídas nos 15 dias solicitados pela Caixa para apurar quem fez a quebra ilegal do sigilo do caseiro.
O prazo foi motivo de comentários na CPI. Para provar que não há má-fé da instituição, Salgado disse que a demora se deve a "questões jurídicas". Como prova, o senador afirmou que gostou da recepção que os membros da CPI tiveram na Caixa, no dia anterior: "Estavam todos sentados lá, alguns com a cara não muito boa."
A CPI dos Bingos convocou ontem a vice-presidente de Tecnologia da Caixa Econômica Federal, Clarice Coppetti, para prestar esclarecimentos sobre a violação da conta bancária do caseiro Francenildo Santos Costa, o Nildo. Autor do requerimento convocando-a para depor, o senador José Jorge (PFL-PE) disse esperar que Clarice dê informações sobre o funcionamento do sistema de informática do banco, ajudando a identificar quem violou a conta.
Integrante da subcomissão encarregada de investigar o episódio, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) lembrou que a gerência responsável pela retirada do extrato está subordinada ao setor onde Clarice está lotada. O presidente da comissão, senador Efraim Morais (PFL-PB), marcou o depoimento para terça-feira.
Os senadores petistas Tião Viana (AC), Ideli Salvatti (SC) e Wellington Salgado (PMDB-MG) manifestaram-se contra a presença de Clarice, alegando que o assunto não tem ligação com a CPI. Concordaram apenas com parte do requerimento, que destacava a necessidade de ouvir a vice-presidente sobre a compra de 25 mil computadores, intermediada pela empresa Diebold Procomp.
Segundo José Jorge, há indícios de que a empresa teve participação no processo de renovação das loterias da Caixa com a multinacional Gtech. "Além disso, a quebra do sigilo telefônico de Ralf Barquete registrou 161 ligações entre ele e o presidente da empresa, João Abud Júnior", informou o senador, referindo-se ao então assessor da Caixa e ex-secretário do ministro Antonio Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto, morto em 2004.
A mesma subcomissão da CPI e o senador Romeu Tuma - que esteve na terça-feira com Clarice para tratar da identificação do responsável pela violação da conta - pedirão à Polícia Federal que apresse as investigações. Tuma disse que a medida é necessária para impedir que as provas sejam destruídas nos 15 dias solicitados pela Caixa para apurar quem fez a quebra ilegal do sigilo do caseiro.
O prazo foi motivo de comentários na CPI. Para provar que não há má-fé da instituição, Salgado disse que a demora se deve a "questões jurídicas". Como prova, o senador afirmou que gostou da recepção que os membros da CPI tiveram na Caixa, no dia anterior: "Estavam todos sentados lá, alguns com a cara não muito boa."
Nildo na PF= denunciante e investigado
Na ambígua condição de acusador e investigado, o caseiro Francenildo Costa - conhecido como Nildo - presta depoimento hoje à Polícia Federal. A PF quer saber quem são os responsáveis pela violação de seu sigilo bancário e, ao mesmo tempo, checar a origem do dinheiro depositado na conta dele de janeiro a março deste ano - operações bancárias já assumidas pelo empresário Eurípedes Soares da Silva, a quem o caseiro aponta como seu pai biológico.
Esta é a segunda vez que Nildo comparece à PF desde que revelou, em entrevista ao Estado, que o ministro Antonio Palocci era freqüentador de uma mansão no Lago Sul, alugada por lobistas da chamada república de Ribeirão, onde seriam realizados negócios ilícitos. Palocci nega que tenha ido alguma vez à mansão.
Nildo foi pela primeira vez à PF em 16 de março. Há sinais de que no momento em que se inscrevia no programa federal de proteção de testemunhas perante o coordenador-geral de Defesa Institucional da PF, delegado Wilson Damásio, uma funcionária da Caixa Econômica Federal com senha de gerente invadiu sua conta de poupança, cujos extratos revelaram movimentações de cerca de R$ 38 mil e saldo de R$ 25 mil. Eurípedes confirma os depósitos, mas nega ser pai de Nildo.
A PF pediu à Justiça a quebra do sigilo bancário do caseiro para averiguar a origem dos recursos encontrados na conta dele. Pediu também autorização para realizar buscas e apreensões na Caixa, a fim de checar a autoria da violação do sigilo bancário do caseiro. A Justiça ainda não se pronunciou a respeito desses pedidos.
Enquanto as autorizações não vêm, a inteligência da PF revelava ontem saber que a Caixa já apurou os responsáveis pela quebra ilegal do sigilo, a partir do código impresso no extrato repassado à imprensa por um assessor de Palocci.
Esta é a segunda vez que Nildo comparece à PF desde que revelou, em entrevista ao Estado, que o ministro Antonio Palocci era freqüentador de uma mansão no Lago Sul, alugada por lobistas da chamada república de Ribeirão, onde seriam realizados negócios ilícitos. Palocci nega que tenha ido alguma vez à mansão.
Nildo foi pela primeira vez à PF em 16 de março. Há sinais de que no momento em que se inscrevia no programa federal de proteção de testemunhas perante o coordenador-geral de Defesa Institucional da PF, delegado Wilson Damásio, uma funcionária da Caixa Econômica Federal com senha de gerente invadiu sua conta de poupança, cujos extratos revelaram movimentações de cerca de R$ 38 mil e saldo de R$ 25 mil. Eurípedes confirma os depósitos, mas nega ser pai de Nildo.
A PF pediu à Justiça a quebra do sigilo bancário do caseiro para averiguar a origem dos recursos encontrados na conta dele. Pediu também autorização para realizar buscas e apreensões na Caixa, a fim de checar a autoria da violação do sigilo bancário do caseiro. A Justiça ainda não se pronunciou a respeito desses pedidos.
Enquanto as autorizações não vêm, a inteligência da PF revelava ontem saber que a Caixa já apurou os responsáveis pela quebra ilegal do sigilo, a partir do código impresso no extrato repassado à imprensa por um assessor de Palocci.
Senador denuncia
O senador Heráclito Fortes (PFL-PI) denunciou ontem da tribuna uma suposta ação conjunta do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal que teria como objetivo apagar os registros dos sistemas de computadores que poderiam identificar os responsáveis pela quebra do sigilo de Francenildo Santos Costa, o Nildo. "A equipe de especialistas do BB passou o dia na Caixa tentando apagar quaisquer registros e rastros que possam comprovar a origem dos autores da espionagem", disse o senador, informando que recebera a denúncia de um funcionário do Bando do Brasil.
Ele acusou o diretor de Tecnologia do BB, Luiz Cerqueira César, de ser o responsável por um esquema de espionagem no banco que já teria devassado contas de políticos - entre eles, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) e o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA).
VICE
O pefelista pediu providências e alertou para a gravidade das denúncias. O informante, segundo o senador, está convicto de que a responsável pela quebra ilegal de sigilo do caseiro é a vice-presidente de Tecnologia da Caixa, Clarice Coppetti, que está com depoimento marcado para terça-feira na CPI dos Bingos.
A presidência do Banco do Brasil negou ontem à noite, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que qualquer funcionário tenha ido até a Caixa Econômica Federal para "ajudar a apagar" os rastros do vazamento do extrato do caseiro Nildo.
O BB garante que a fonte do senador está equivocada. "Isso não existe, é uma ficção", disse um assessor da presidência do banco. De acordo com o BB, a instituição não tem "nada a ver com a quebra do sigilo bancário do caseiro".
Ele acusou o diretor de Tecnologia do BB, Luiz Cerqueira César, de ser o responsável por um esquema de espionagem no banco que já teria devassado contas de políticos - entre eles, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) e o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA).
VICE
O pefelista pediu providências e alertou para a gravidade das denúncias. O informante, segundo o senador, está convicto de que a responsável pela quebra ilegal de sigilo do caseiro é a vice-presidente de Tecnologia da Caixa, Clarice Coppetti, que está com depoimento marcado para terça-feira na CPI dos Bingos.
A presidência do Banco do Brasil negou ontem à noite, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que qualquer funcionário tenha ido até a Caixa Econômica Federal para "ajudar a apagar" os rastros do vazamento do extrato do caseiro Nildo.
O BB garante que a fonte do senador está equivocada. "Isso não existe, é uma ficção", disse um assessor da presidência do banco. De acordo com o BB, a instituição não tem "nada a ver com a quebra do sigilo bancário do caseiro".
22.3.06
QUEM PROTEGE NOSSOS DADOS???
Com o projeto da SuperReceita, levantou-se questionamentos do poder que ela teria sobre o cidadão comum. Agora com o episódio do caseiro, que teve seus dados bancários divulgados sem nenhuma ordem da justiça, outras dúvidas se levantam, desta vez sobre uma instituição bancária.
Mas essas preocupações não me preocupam, pois há alguns anos já sei que nem os dados contidos na Receita Federal não estão protegidos. Muitos dirão que se pode comprar um CD com todos os dados dos contribuintes na Rua Santa Efigênia, famosa área de comércio de produtos de informática em São Paulo, como também de produtos falsificados, pirateados ou contrabandeados. Mas não se tem como provar isso.
Entretanto, desde 2004, comprovei que meus dados pessoais saíram da Receita Federal e começaram um longo caminho percorrendo desde instituições bancárias "sob qualquer suspeita", passando por áreas comerciais de grandes empresas de comunicação, chegando agora aos pequenos comerciantes.
Explico: inspirado no filme "Teoria da Conspiração", desde há muito tempo comecei a colocar diversos códigos em meus dados pessoais, quando era me exigido algum cadastro. Fiz isso num simples cadastro de um site de venda on-line, nos diversos "preencha aqui" de concursos e sorteios, até na minha declaração de Imposto de Renda.
Dessa forma, caso recebesse alguma correspondência ou email, saberia de onde meus dados teriam saído. Como tenho o domínio registrado da minha empresa na Internet, uso um serviço do meu provedor que é aceitar todos os emails que venham para meu domínio e não apenas com o endereço correto. Dessa forma, se você me mandar uma mensagem para esse endereço, abc@empresa.com.br ou xyz@empresa.com.br, os dois chegaram em minha caixa de entrada, embora meu email não seja nenhum desses.
E isso aconteceu num site de busca, que preenchi os dados de minha micro-empresa. Como o email cadastrado era único para aquele site, logo descobri, num SPAM, que minhas informações saíram daquele Banco de Dados. Numa rápida conversa com o diretor da empresa, este verificou que as informações de todos os cadastrados estavam abertas a todos os funcionários da empresa, e que alguém teria copiado e vendido a informação.
Isso é um problema em pequenas empresas, onde se usam sistemas sem proteções.
Mas nunca imaginaria que a Receita Federal poderia ter esse problema. Nos últimos anos, na minha declaração de Imposto de Renda, coloquei diversos códigos no endereçamento como no email registrado. Para minha surpresa, no final de 2003, uma grande instituição bancária ligada a uma empresa de cartão de crédito usou meus dados contidos apenas no meu IR para emissão de um cartão de crédito.
Depois, no final de 2004, exatamente em 4 de novembro, foi a vez de uma grande editora brasileira me enviar um SPAM, oferecendo suas revistas. Repetiu-se o envio, em 8 de dezembro. Depois, em 27 de janeiro de 2005, foi a vez da revista semanal de uma editora me enviar um SPAM, no meu email cadastrado no IR, e em 16 de abril me ofereceu a assinatura de uma revista com 6 meses grátis de outra.
É interessante notar que, até esse momento, apenas a instituição bancária e a editora detinham meus dados cadastrados na Receita Federal, por meio de minha declaração de Imposto de Renda.
Entretanto, em 16 de setembro de 2005, uma empresa de Turismo, enviou a mim uma SPAM oferecendo pacotes turísticos. Em 19 de outubro recebo outra oferta. Seguindo o rastro da Internet verifiquei que a empresa poderia ser ligada à editora.
Desse momento em diante, meu email cadastrado unicamente na minha declaração de Imposto de Renda começou a querer ser de "domínio público". Em 28 de outubro outro SPAM de uma outra empresa de turismo, que interpelei o responsável, recebendo como resposta que ele tem "acordos com instituições financeiras onde consegue os dados". E complementa: "também adquiro e troco informação".
Realmente, há muita troca de informações, pois em 3 de janeiro deste ano, um site de venda de revelação de fotos me enviou um SPAM, com essa oferta: "durante o mês de janeiro de 2006, a cada R$ 60,00 gastos em um pedido, você recebe um cupom de R$ 10,00 para ser usado em seus próximos pedidos".
Dois dias depois foi a vez de um site de empregos oferecer meu currículo "por até 7 dias gratuitos a partir da sua data de cadastro". Mas para que, se eles já tinham meu cadastro?
Mas a área de turismo tem predileção pelo meu email do IR (ou eles tem uma melhor rede de distribuição de dados). Em 8 e 17 de fevereiro novos SPAMs, oferecendo viagens no Carnaval.
Neste mês ainda não tive novos "fornecedores" para meus dados. "Apenas" os de sempre, como serviços de revelação e cadastramento de curriculum.
Nesse ano, vou trocar novamente o email da minha declaração de Imposto de Renda. Vou colocar outro código secreto também no endereço. Tudo novo. Vamos ver quem paga mais à Receita Federal.
Aconselho aos que ainda não declararam seu Imposto de Renda, criem um email
só para eles. É muito interessante saber por onde que anda nossos dados pessoais. Você terá muitas surpresas em sua caixa de mensagens. E não acredito que alguma CPI possa chegar aos responsáveis pela quebra de sigilo.
Ailton Silva
Vice-presidente da ONG Poli
Mas essas preocupações não me preocupam, pois há alguns anos já sei que nem os dados contidos na Receita Federal não estão protegidos. Muitos dirão que se pode comprar um CD com todos os dados dos contribuintes na Rua Santa Efigênia, famosa área de comércio de produtos de informática em São Paulo, como também de produtos falsificados, pirateados ou contrabandeados. Mas não se tem como provar isso.
Entretanto, desde 2004, comprovei que meus dados pessoais saíram da Receita Federal e começaram um longo caminho percorrendo desde instituições bancárias "sob qualquer suspeita", passando por áreas comerciais de grandes empresas de comunicação, chegando agora aos pequenos comerciantes.
Explico: inspirado no filme "Teoria da Conspiração", desde há muito tempo comecei a colocar diversos códigos em meus dados pessoais, quando era me exigido algum cadastro. Fiz isso num simples cadastro de um site de venda on-line, nos diversos "preencha aqui" de concursos e sorteios, até na minha declaração de Imposto de Renda.
Dessa forma, caso recebesse alguma correspondência ou email, saberia de onde meus dados teriam saído. Como tenho o domínio registrado da minha empresa na Internet, uso um serviço do meu provedor que é aceitar todos os emails que venham para meu domínio e não apenas com o endereço correto. Dessa forma, se você me mandar uma mensagem para esse endereço, abc@empresa.com.br ou xyz@empresa.com.br, os dois chegaram em minha caixa de entrada, embora meu email não seja nenhum desses.
E isso aconteceu num site de busca, que preenchi os dados de minha micro-empresa. Como o email cadastrado era único para aquele site, logo descobri, num SPAM, que minhas informações saíram daquele Banco de Dados. Numa rápida conversa com o diretor da empresa, este verificou que as informações de todos os cadastrados estavam abertas a todos os funcionários da empresa, e que alguém teria copiado e vendido a informação.
Isso é um problema em pequenas empresas, onde se usam sistemas sem proteções.
Mas nunca imaginaria que a Receita Federal poderia ter esse problema. Nos últimos anos, na minha declaração de Imposto de Renda, coloquei diversos códigos no endereçamento como no email registrado. Para minha surpresa, no final de 2003, uma grande instituição bancária ligada a uma empresa de cartão de crédito usou meus dados contidos apenas no meu IR para emissão de um cartão de crédito.
Depois, no final de 2004, exatamente em 4 de novembro, foi a vez de uma grande editora brasileira me enviar um SPAM, oferecendo suas revistas. Repetiu-se o envio, em 8 de dezembro. Depois, em 27 de janeiro de 2005, foi a vez da revista semanal de uma editora me enviar um SPAM, no meu email cadastrado no IR, e em 16 de abril me ofereceu a assinatura de uma revista com 6 meses grátis de outra.
É interessante notar que, até esse momento, apenas a instituição bancária e a editora detinham meus dados cadastrados na Receita Federal, por meio de minha declaração de Imposto de Renda.
Entretanto, em 16 de setembro de 2005, uma empresa de Turismo, enviou a mim uma SPAM oferecendo pacotes turísticos. Em 19 de outubro recebo outra oferta. Seguindo o rastro da Internet verifiquei que a empresa poderia ser ligada à editora.
Desse momento em diante, meu email cadastrado unicamente na minha declaração de Imposto de Renda começou a querer ser de "domínio público". Em 28 de outubro outro SPAM de uma outra empresa de turismo, que interpelei o responsável, recebendo como resposta que ele tem "acordos com instituições financeiras onde consegue os dados". E complementa: "também adquiro e troco informação".
Realmente, há muita troca de informações, pois em 3 de janeiro deste ano, um site de venda de revelação de fotos me enviou um SPAM, com essa oferta: "durante o mês de janeiro de 2006, a cada R$ 60,00 gastos em um pedido, você recebe um cupom de R$ 10,00 para ser usado em seus próximos pedidos".
Dois dias depois foi a vez de um site de empregos oferecer meu currículo "por até 7 dias gratuitos a partir da sua data de cadastro". Mas para que, se eles já tinham meu cadastro?
Mas a área de turismo tem predileção pelo meu email do IR (ou eles tem uma melhor rede de distribuição de dados). Em 8 e 17 de fevereiro novos SPAMs, oferecendo viagens no Carnaval.
Neste mês ainda não tive novos "fornecedores" para meus dados. "Apenas" os de sempre, como serviços de revelação e cadastramento de curriculum.
Nesse ano, vou trocar novamente o email da minha declaração de Imposto de Renda. Vou colocar outro código secreto também no endereço. Tudo novo. Vamos ver quem paga mais à Receita Federal.
Aconselho aos que ainda não declararam seu Imposto de Renda, criem um email
só para eles. É muito interessante saber por onde que anda nossos dados pessoais. Você terá muitas surpresas em sua caixa de mensagens. E não acredito que alguma CPI possa chegar aos responsáveis pela quebra de sigilo.
Ailton Silva
Vice-presidente da ONG Poli
Acabou a proteção!
Oposição acusa PT de romper acordo e avisa que acabou proteção
Tendência favorável a cassações ganha força
Os deputados Wanderval Santos (PL-SP) e João Magno (PT-MG) poderão ser os primeiros a sofrer as conseqüências da quebra do acordão que teria sido firmado entre os partidos envolvidos no escândalo do mensalão para absolver a maioria dos acusados. O rompimento se deu por causa da cassação do presidente do PP, Pedro Corrêa (PE), na quarta-feira da semana passada. Integrantes da legenda do pernambucano creditam a derrota no plenário à quebra de acordo por parte dos petistas e prometem não proteger mais ninguém. Agora, dizem, será cada um por si.
O presidente do PP foi cassado por quatro votos além do necessário. Até a cassação de Corrêa, com a vigência pacífica do acordo e as reclamações restritas aos integrantes do Conselho de Ética, a situação dos dois deputados que terão seu nomes submetidos hoje ao plenário era tranqüila e a cassação estava praticamente descartada. Ontem, o clima no PL e no PT era de apreensão quanto ao futuro de Wanderval e João Magno.
"Essa quebra do acordão pode ser um alento. É resultado do trabalho do conselho e da imprensa que escancarou o acordo. O acirramento é saudável pois vai deixar que cada deputado decida como vai votar, sem que o voto seja fruto de um acordo", afirmou Júlio Delgado (PSB-MG), integrante do Conselho de Ética.
A avaliação de deputados do PP ouvidos pelo Valor é de que pode sobrar até para o deputado e ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP). Se não houver nenhum recurso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ou à Justiça, o caso do petista poderá ser julgado na quarta-feira da próxima semana.
O grupo ligado a Corrêa também pretende iniciar uma "caça às bruxas", como definiu um de seus aliados, aos colegas de partido que votaram pela cassação. Chegam a nominar os votos contra, e apontam Ricardo Barros (PP-PR), Francisco Dornelles (PP-RJ), Júlio Lopes (PP-RJ), Leodegar Tiscoski (PP-SC), Francisco Turra (PP-RS), Dilceu Sperafico (PP-PR), Luiz Carlos Heinze (PP-RS) e Zonta (PP-SC) como os responsáveis pelo fogo amigo.
Aliados de Corrêa pretendem enfraquecer esse grupo dentro do PP. A começar por Dornelles, vice-presidente, que deverá assumir a presidência da legenda. Os aliados de Corrêa pretendem mantê-lo no cargo. "A lei 9.096 é clara: a cassação dos direitos políticos gera o fim até da filiação partidária", rebate Julio Lopes. O parlamentar defende a manutenção de Dornelles até as eleições, para ser restabelecida a "normalidade institucional".
Lopes não revela como votou no caso de Corrêa, mas ironiza a perseguição dos partidários do presidente do PP. "Não sei como alguém pode ter tanta certeza sobre como nós votamos, pois a votação é secreta. Não acredito em represálias, não", afirmou. E pediu a continuação da "vida partidária".
A crise no acordão vem se somar a uma pressão feita pelo presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ao Conselho de Ética, na tarde de ontem. Acusado de retardar a votação dos processos de perda de mandato em janeiro, Aldo pediu mais agilidade. "Vou conversar com o presidente Izar. Para a próxima semana, não há relatório para ser votado. Só o do deputado João Paulo, mas apenas se não houver recurso", afirmou. E reclamou: "O conselho não pode analisar o processo de julgamento de um parlamentar durante o ano inteiro. Preciso cobrar um calendário", disse.
Pessoas ligadas a Aldo dão conta de que o presidente da Câmara não quer colocar o relatório de João Paulo para ser votado isoladamente. Nesse ano, Aldo tem adotado a fórmula de dois julgamentos a cada quarta-feira no plenário. Colocar o petista sozinho em uma noite poderia irritar o acusado, o PT e o Palácio do Planalto. Depois de José Dirceu (PT-SP), João Paulo é o nome de maior expressão entre os petistas acusados de envolvimento com o mensalão.
Izar rebateu as críticas de Aldo. "Na semana que vem o plenário pode votar o João Paulo. Não precisa colocar dois por dia", afirmou, ao informar que, com a votação do relatório de José Mentor (PT-SP) amanhã pelo conselho, esse processo também estará à disposição de Aldo. "Só restam mais três processos. Em 15 dias terminaremos tudo", afirmou Izar.
Na terça-feira, o conselho votará o processo contra o deputado Josias Gomes (PT-BA). Na semana seguinte, julgará Vadão Gomes (PP-SP). O caso de José Janene (PP-PR), licenciado por causa de graves problemas de saúde e com pedido de aposentadoria em tramitação, está nas mãos da Mesa Diretora.
A avaliação de alguns deputados é que Magno tem mais chances de escapar hoje à cassação do que Wanderval. Pesa contra Wanderval a acusação de ter se beneficiado de R$ 150 mil da conta da SMP&B no Banco Rural. Um assessor do parlamentar aparece como sacador do dinheiro. Já Magno, beneficiário de R$ 50 mil do valerioduto, reconheceu o recebimento do dinheiro, usado para quitar dívidas de campanha.
Valor
Tendência favorável a cassações ganha força
Os deputados Wanderval Santos (PL-SP) e João Magno (PT-MG) poderão ser os primeiros a sofrer as conseqüências da quebra do acordão que teria sido firmado entre os partidos envolvidos no escândalo do mensalão para absolver a maioria dos acusados. O rompimento se deu por causa da cassação do presidente do PP, Pedro Corrêa (PE), na quarta-feira da semana passada. Integrantes da legenda do pernambucano creditam a derrota no plenário à quebra de acordo por parte dos petistas e prometem não proteger mais ninguém. Agora, dizem, será cada um por si.
O presidente do PP foi cassado por quatro votos além do necessário. Até a cassação de Corrêa, com a vigência pacífica do acordo e as reclamações restritas aos integrantes do Conselho de Ética, a situação dos dois deputados que terão seu nomes submetidos hoje ao plenário era tranqüila e a cassação estava praticamente descartada. Ontem, o clima no PL e no PT era de apreensão quanto ao futuro de Wanderval e João Magno.
"Essa quebra do acordão pode ser um alento. É resultado do trabalho do conselho e da imprensa que escancarou o acordo. O acirramento é saudável pois vai deixar que cada deputado decida como vai votar, sem que o voto seja fruto de um acordo", afirmou Júlio Delgado (PSB-MG), integrante do Conselho de Ética.
A avaliação de deputados do PP ouvidos pelo Valor é de que pode sobrar até para o deputado e ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP). Se não houver nenhum recurso à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ou à Justiça, o caso do petista poderá ser julgado na quarta-feira da próxima semana.
O grupo ligado a Corrêa também pretende iniciar uma "caça às bruxas", como definiu um de seus aliados, aos colegas de partido que votaram pela cassação. Chegam a nominar os votos contra, e apontam Ricardo Barros (PP-PR), Francisco Dornelles (PP-RJ), Júlio Lopes (PP-RJ), Leodegar Tiscoski (PP-SC), Francisco Turra (PP-RS), Dilceu Sperafico (PP-PR), Luiz Carlos Heinze (PP-RS) e Zonta (PP-SC) como os responsáveis pelo fogo amigo.
Aliados de Corrêa pretendem enfraquecer esse grupo dentro do PP. A começar por Dornelles, vice-presidente, que deverá assumir a presidência da legenda. Os aliados de Corrêa pretendem mantê-lo no cargo. "A lei 9.096 é clara: a cassação dos direitos políticos gera o fim até da filiação partidária", rebate Julio Lopes. O parlamentar defende a manutenção de Dornelles até as eleições, para ser restabelecida a "normalidade institucional".
Lopes não revela como votou no caso de Corrêa, mas ironiza a perseguição dos partidários do presidente do PP. "Não sei como alguém pode ter tanta certeza sobre como nós votamos, pois a votação é secreta. Não acredito em represálias, não", afirmou. E pediu a continuação da "vida partidária".
A crise no acordão vem se somar a uma pressão feita pelo presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ao Conselho de Ética, na tarde de ontem. Acusado de retardar a votação dos processos de perda de mandato em janeiro, Aldo pediu mais agilidade. "Vou conversar com o presidente Izar. Para a próxima semana, não há relatório para ser votado. Só o do deputado João Paulo, mas apenas se não houver recurso", afirmou. E reclamou: "O conselho não pode analisar o processo de julgamento de um parlamentar durante o ano inteiro. Preciso cobrar um calendário", disse.
Pessoas ligadas a Aldo dão conta de que o presidente da Câmara não quer colocar o relatório de João Paulo para ser votado isoladamente. Nesse ano, Aldo tem adotado a fórmula de dois julgamentos a cada quarta-feira no plenário. Colocar o petista sozinho em uma noite poderia irritar o acusado, o PT e o Palácio do Planalto. Depois de José Dirceu (PT-SP), João Paulo é o nome de maior expressão entre os petistas acusados de envolvimento com o mensalão.
Izar rebateu as críticas de Aldo. "Na semana que vem o plenário pode votar o João Paulo. Não precisa colocar dois por dia", afirmou, ao informar que, com a votação do relatório de José Mentor (PT-SP) amanhã pelo conselho, esse processo também estará à disposição de Aldo. "Só restam mais três processos. Em 15 dias terminaremos tudo", afirmou Izar.
Na terça-feira, o conselho votará o processo contra o deputado Josias Gomes (PT-BA). Na semana seguinte, julgará Vadão Gomes (PP-SP). O caso de José Janene (PP-PR), licenciado por causa de graves problemas de saúde e com pedido de aposentadoria em tramitação, está nas mãos da Mesa Diretora.
A avaliação de alguns deputados é que Magno tem mais chances de escapar hoje à cassação do que Wanderval. Pesa contra Wanderval a acusação de ter se beneficiado de R$ 150 mil da conta da SMP&B no Banco Rural. Um assessor do parlamentar aparece como sacador do dinheiro. Já Magno, beneficiário de R$ 50 mil do valerioduto, reconheceu o recebimento do dinheiro, usado para quitar dívidas de campanha.
Valor
Waldir Pires em ação!
Ministro liga para relator de CPI e intercede em favor de Gushiken
O ministro Waldir Pires (Controladoria Geral da União) ligou para o presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS) e para o relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), solicitando a reconsideração do pedido de indiciamento do ex-ministro Luiz Gushiken (Comunicação de Governo) no relatório final da comissão, que deve ser apresentado na próxima semana.
Pires minimizou relatório da própria CGU, no qual a CPI está se baseando, que aponta supostas irregularidades nos contratos de publicidade de estatais, supervisionados pela Secom. O documento envolve a SMPB Comunicação, de Marcos Valério de Souza, em prejuízo de R$ 2,6 milhões imposto aos Correios entre dezembro de 2003 e junho de 2005.
"Liguei tanto para o relator quanto para o presidente pedindo a ambos que relessem com atenção o relatório e a nota técnica da Controladoria", disse o controlador-geral em nota à imprensa.
Pires disse que o relatório da CGU não é suficiente para pedir o indiciamento de Gushiken, atual chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos: "Eu disse a ambos que os fatos apontados no relatório, referentes à Secom, constituem impropriedades apenas formais, não importando em recomendação de apuração de responsabilidade, sequer administrativa e muito menos criminal, até porque não se caracterizou prejuízo aos cofres públicos". Segundo ele, "tanto é assim que o trabalho da CGU não recomendou, em relação a Gushiken, instauração de processo administrativo ou tomada de conta especial".
Folha
O ministro Waldir Pires (Controladoria Geral da União) ligou para o presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS) e para o relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), solicitando a reconsideração do pedido de indiciamento do ex-ministro Luiz Gushiken (Comunicação de Governo) no relatório final da comissão, que deve ser apresentado na próxima semana.
Pires minimizou relatório da própria CGU, no qual a CPI está se baseando, que aponta supostas irregularidades nos contratos de publicidade de estatais, supervisionados pela Secom. O documento envolve a SMPB Comunicação, de Marcos Valério de Souza, em prejuízo de R$ 2,6 milhões imposto aos Correios entre dezembro de 2003 e junho de 2005.
"Liguei tanto para o relator quanto para o presidente pedindo a ambos que relessem com atenção o relatório e a nota técnica da Controladoria", disse o controlador-geral em nota à imprensa.
Pires disse que o relatório da CGU não é suficiente para pedir o indiciamento de Gushiken, atual chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos: "Eu disse a ambos que os fatos apontados no relatório, referentes à Secom, constituem impropriedades apenas formais, não importando em recomendação de apuração de responsabilidade, sequer administrativa e muito menos criminal, até porque não se caracterizou prejuízo aos cofres públicos". Segundo ele, "tanto é assim que o trabalho da CGU não recomendou, em relação a Gushiken, instauração de processo administrativo ou tomada de conta especial".
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