11.11.05

Governo Lula é o que menos investe em 25 anos

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o que menos investiu nos últimos 25 anos no Brasil. O valor investido mensalmente com recursos do Orçamento Geral da União em sua gestão até o momento é metade do que investiram, na média, os cinco presidentes que o antecederam: R$ 643 milhões por mês nos 33 primeiros meses de governo Lula, contra R$ 1,327 bilhão na média mensal de 1980 a 2002.

É a conclusão a que se chega comparando os números publicados pela Secretaria do Tesouro Nacional no Portal Siafi, na internet. Os valores da execução orçamentária foram atualizados pelo próprio Ministério da Fazenda e usaram o IGP-DI como índice de referência. Eles cobrem o período de janeiro de 1980 a setembro de 2005.

A média de investimento mensal do atual presidente é 54% menor do que a de Fernando Henrique Cardoso, 50% mais baixa que a de Itamar Franco, 55% menos que a de Fernando Collor, 38% abaixo da de José Sarney e 52% inferior à dos cinco últimos anos do governo do general João Batista Figueiredo.

O investimento é uma despesa eletiva, que o governo decide fazer ou não

Ministérios preferiram não se pronunciar

O Jornal do Terra procurou as assessorias de imprensa dos ministérios da Fazenda, Casa Civil e Planejamento para consultá-los sobre o levantamento que revela que o governo Lula é o que menos investiu entre as cinco últimas gestões, mas não obteve retorno.
As assessorias foram informadas sobre o teor da reportagem 24 horas antes da sua veiculação. A pasta do ministro Antonio Palocci, para onde a produção do Jornal encaminhou as tabelas do Tesouro Nacional com os números apresentados, informou que vai enviar os dados para os técnicos do Ministério.

Quanto ao Planejamento e à Casa Civil, a reportagem ligou 4 vezes para cada um deles, mas as assessorias não responderam até a entrada do Jornal ao vivo. O Jornal do Terra comprometeu-se a continuar tentando ouvir o governo sobre a redução dos investimentos.

José Roberto de Toledo
Editor-chefe do Jornal do Terra

Quem assinou, quem retirou, quem errou, quem repetiu.

Proposição: req
Autor: ONYX LORENZONI E OUTROS

Assinaturas:
Confirmadas 171
Não Conferem 004
Licenciados 000
Repetidas 030
Ilegíveis 001

Assinaturas Confirmadas:
ABELARDO LUPION PFL
AFFONSO CAMARGO PSDB
ALBERTO FRAGA PFL
ALBERTO GOLDMAN PSDB
ALCEU COLLARES PDT
ALDIR CABRAL PFL
ALMIR MOURA PFL
ANDRÉ COSTA PDT
ANDRÉ DE PAULA PFL
ANDRÉ FIGUEIREDO PDT
ANIVALDO VALE PSDB
ANTENOR NASPOLINI PSDB
ANTONIO CAMBRAIA PSDB
ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO PFL
ANTONIO CARLOS MENDES THAME PSDB
ANTONIO CARLOS PANNUNZIO PSDB
ANTONIO JOAQUIM PSDB
ARNALDO FARIA DE SÁ PTB
AROLDO CEDRAZ PFL
ASDRUBAL BENTES PMDB
BABÁ PSOL
BERNARDO ARISTON PMDB
BETINHO ROSADO PFL
BISMARCK MAIA PSDB
BONIFÁCIO DE ANDRADA PSDB
BOSCO COSTA PSDB
CARLOS ALBERTO LERÉIA PSDB
CARLOS BATATA PSDB
CARLOS EDUARDO CADOCA PMDB
CARLOS MELLES PFL
CARLOS SAMPAIO PSDB
CARLOS WILLIAN PMDB
CELCITA PINHEIRO PFL
CEZAR SCHIRMER PMDB
CEZAR SILVESTRI PPS
CHICO ALENCAR PSOL
CLAUDIO CAJADO PFL
CLÁUDIO MAGRÃO PPS
CORAUCI SOBRINHO PFL
CORIOLANO SALES PFL
CUSTÓDIO MATTOS PSDB
DARCÍSIO PERONDI PMDB
DAVI ALCOLUMBRE PFL
DIMAS RAMALHO PPS
DOMICIANO CABRAL PSDB
EDSON EZEQUIEL PMDB
EDUARDO BARBOSA PSDB
EDUARDO CUNHA PMDB
EDUARDO GOMES PSDB
EDUARDO PAES PSDB
EDUARDO SCIARRA PFL
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ELISEU PADILHA PMDB
ELISEU RESENDE PFL
ENÉAS PRONA
FÁBIO SOUTO PFL
FÉLIX MENDONÇA PFL
FERNANDO CORUJA PPS
FERNANDO DE FABINHO PFL
FERNANDO ESTIMA PPS
FERNANDO GABEIRA PV
FRANCISCO DORNELLES PP
FRANCISCO RODRIGUES PFL
FRANCISCO TURRA PP
GASTÃO VIEIRA PMDB
GEDDEL VIEIRA LIMA PMDB
GERALDO RESENDE PPS
GERALDO THADEU PPS
GERSON GABRIELLI PFL
GERVÁSIO SILVA PFL
GONZAGA MOTA PSDB
GUSTAVO FRUET PSDB
HAMILTON CASARA PSDB
HELENILDO RIBEIRO PSDB
IVAN PAIXÃO PPS
IVAN RANZOLIN PFL
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JAIR BOLSONARO PP
JAIRO CARNEIRO PFL
JOÃO ALFREDO PSOL
JOÃO ALMEIDA PSDB
JOÃO CAMPOS PSDB
JOÃO CARLOS BACELAR PL
JOÃO CASTELO PSDB
JOÃO CORREIA PMDB
JOÃO FONTES PDT
JOSÉ CARLOS ALELUIA PFL
JOSÉ CARLOS MACHADO PFL
JOSÉ MENDONÇA BEZERRA PFL
JOSÉ ROBERTO ARRUDA PFL
JOSÉ ROCHA PFL
JOSÉ THOMAZ NONÔ PFL
JOVINO CÂNDIDO PV
JUÍZA DENISE FROSSARD PPS
JÚLIO CESAR PFL
JÚLIO REDECKER PSDB
JULIO SEMEGHINI PSDB
JUTAHY JUNIOR PSDB
KÁTIA ABREU PFL
LAURA CARNEIRO PFL
LÉO ALCÂNTARA PSDB
LEODEGAR TISCOSKI PP
LEONARDO PICCIANI PMDB
LOBBE NETO PSDB
LUCIANA GENRO PSOL
LUIS CARLOS HEINZE PP
LUIZ CARLOS HAULY PSDB
LUIZ CARLOS SANTOS PFL
LUIZ CARREIRA PFL
LUIZA ERUNDINA PSB
MANOEL SALVIANO PSDB
MARCELO GUIMARÃES FILHO PFL
MARCELO TEIXEIRA PSDB
MÁRCIO FORTES PSDB
MARCOS DE JESUS PFL
MENDES RIBEIRO FILHO PMDB
MICHEL TEMER PMDB
MILTON BARBOSA PSC
MIRO TEIXEIRA PDT
MOREIRA FRANCO PMDB
MORONI TORGAN PFL
MURILO ZAUITH PFL
MUSSA DEMES PFL
NARCIO RODRIGUES PSDB
NEIVA MOREIRA PDT
NELSON BORNIER PMDB
NELSON PROENÇA PPS
NEY LOPES PFL
NICE LOBÃO PFL
NICIAS RIBEIRO PSDB
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ORLANDO FANTAZZINI PSOL
OSMAR SERRAGLIO PMDB
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OSVALDO COELHO PFL
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PAUDERNEY AVELINO PFL
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PAULO BAUER PSDB
PAULO FEIJÓ PSDB
PAULO MAGALHÃES PFL
POMPEO DE MATTOS PDT
PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA PSDB
RAFAEL GUERRA PSDB
RAUL JUNGMANN PPS
RICARDO BARROS PP
ROBÉRIO NUNES PFL
ROBERTO BRANT PFL
ROBERTO FREIRE PPS
ROBERTO MAGALHÃES PFL
RODRIGO MAIA PFL
ROGÉRIO TEÓFILO PPS
RONALDO CAIADO PFL
RONALDO DIMAS PSDB
SEBASTIÃO MADEIRA PSDB
SÉRGIO MIRANDA PDT
SILVIO TORRES PSDB
THELMA DE OLIVEIRA PSDB
VIC PIRES FRANCO PFL
VICENTE ARRUDA PSDB
VILMAR ROCHA PFL
WALDEMIR MOKA PMDB
WALTER BARELLI PSDB
WLADIMIR COSTA PMDB
XICO GRAZIANO PSDB
YEDA CRUSIUS PSDB
ZELINDA NOVAES PFL
ZENALDO COUTINHO PSDB
ZONTA PP
ZULAIÊ COBRA PSDB

Assinaturas que Não Conferem:
COLBERT MARTINS PPS
PAULO RUBEM SANTIAGO PT
REGINALDO GERMANO PP
ROBSON TUMA PFL


Assinaturas Repetidas:

ALBERTO FRAGA PFL
ALMERINDA DE CARVALHO PMDB
ANDRÉ DE PAULA PFL
ANTENOR NASPOLINI PSDB
ANTONIO CARLOS MENDES THAME PSDB
ANTONIO CARLOS MENDES THAME PSDB
ANTONIO CARLOS PANNUNZIO PSDB
CEZAR SILVESTRI PPS
DARCÍSIO PERONDI PMDB
EDMAR MOREIRA PFL
EDUARDO BARBOSA PSDB
ELIMAR MÁXIMO DAMASCENO PRONA
FRANCISCO DORNELLES PP
FRANCISCO TURRA PP
GASTÃO VIEIRA PMDB
IVAN RANZOLIN PFL
JOÃO CAMPOS PSDB
JOSÉ MENDONÇA BEZERRA PFL
JÚLIO CESAR PFL
JÚLIO REDECKER PSDB
LOBBE NETO PSDB
LUIZ CARLOS HAULY PSDB
MILTON CARDIAS PTB
NICE LOBÃO PFL
PAULO BAUER PSDB
PAULO FEIJÓ PSDB
SEVERIANO ALVES PDT
VICENTE ARRUDA PSDB
VILMAR ROCHA PFL
ZONTA PP


Assinaturas Retiradas:
AFONSO HAMM PP
ALEX CANZIANI PTB
ALEXANDRE MAIA PMDB
ALMERINDA DE CARVALHO PMDB
ÁLVARO DIAS PDT
ANN PONTES PMDB
ANTONIO CRUZ PP
ÁTILA LIRA PSDB
CABO JÚLIO PMDB
CORONEL ALVES PL
DILCEU SPERAFICO PP
DR. BENEDITO DIAS PP
DR. FRANCISCO GONÇALVES PTB
DR. RODOLFO PEREIRA PDT
EDINHO MONTEMOR PSB
EDMAR MOREIRA PFL
EDNA MACEDO PTB
ÉRICO RIBEIRO PP
FEU ROSA PP
GILBERTO NASCIMENTO PMDB
INALDO LEITÃO PL
INOCÊNCIO OLIVEIRA PL
JAIR DE OLIVEIRA PMDB
JEFFERSON CAMPOS PTB
JOÃO HERRMANN NETO PDT
JOAQUIM FRANCISCO PFL
JORGE ALBERTO PMDB
JOSÉ CHAVES PTB
JOSÉ DIVINO PMR
JOSÉ LINHARES PP
JOSIAS QUINTAL PSB
JOSUÉ BENGTSON PTB
JÚLIO DELGADO PSB
JÚNIOR BETÃO PL
LAEL VARELLA PFL
LEONARDO MATTOS PV
LINO ROSSI PP
LUIZ ANTONIO FLEURY PTB
MANATO PDT
MARCELLO SIQUEIRA PMDB
MARCELO ORTIZ PV
MARCONDES GADELHA PSB
MARCOS ABRAMO PP
MARIA LÚCIA CARDOSO PMDB
MAURÍCIO QUINTELLA LESSA PDT
MAURO BENEVIDES PMDB
MAURO LOPES PMDB
MAX ROSENMANN PMDB
MILTON CARDIAS PTB
MOACIR MICHELETTO PMDB
NELSON MARQUEZELLI PTB
NELSON TRAD PMDB
NILTON BAIANO PP
OSVALDO BIOLCHI PMDB
PASTOR REINALDO PTB
PEDRO IRUJO PMDB
PEDRO NOVAIS PMDB
REINHOLD STEPHANES PMDB
RICARDO IZAR PTB
RONIVON SANTIAGO PP
ROSE DE FREITAS PMDB
SÉRGIO CAIADO PP
SEVERIANO ALVES PDT
TAKAYAMA PMDB
VIEIRA REIS PMR
WILSON CIGNACHI PMDB

Caso Cuba mais perto da comprovação

Caso Cuba mais perto da comprovação

A história dos dólares de Cuba, desacreditada pelos governistas, está cada vez mais próxima de ser comprovada. O depoimento do economista Vladimir Poleto, nesta quinta-feira (10), na CPI dos Bingos, foi marcado por tantas contradições que complicou ainda mais a situação do ministro da Fazenda, Antonio Palocci.

Assessor de Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto (2000-2002), Poleto disse que estava bêbado quando concedeu entrevista à revista Veja e, portanto, desmentiu a versão – contada por ele - de que teria transportado R$ 1,4 milhão de Cuba para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. A alegação do economista de que havia bebido demais irritou os parlamentares.

O senador Demóstenes Torres (GO) rejeitou a desculpa do excesso de bebida e a classificou como “embriaguez voluntária”. “Nem o jornalista abriu sua boca e o obrigou a beber nem vossa senhoria caiu em um tonel de cachaça”, ironizou. Durante o depoimento, a fita da entrevista a Veja foi reproduzida para os membros da CPI. A voz de Poleto não sugeria que ele tivesse bebido.

Para acabar com as contradições entre entrevistado e revista, o senador Heráclito Fortes (PI) sugeriu uma acareação entre Vladimir Poleto, e Policarpo Junior, repórter da Veja. O relator da CPI dos Bingos, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse que a acareação poderia ocorrer já na próxima semana.

A CPI dos Bingos também aprovou dois requerimentos pedindo a prisão preventiva e o indiciamento de Poleto por falso testemunho. Requerimentos, cópias da gravação e as notas taquigráficas da reunião foram encaminhadas ao Ministério Público e à Polícia Federal.

Fernanda Domingues - PFL

LISTAS DOS VENDIDOS!

Lista dos DEPUTADOS que MUDARAM O VOTO NA CALADA DA NOITE, para impedir a prorrogação da CPMI dos CORREIOS

PMDB:

ANN PONTES - (PA) dep.annpontes@camara.gov.br
ALEXANDRE MAIA (MG) dep.alexandremaia@camara.gov.br
ALMERINDA DE CARVALHO (RJ) dep.almerindadecarvalho@camara.gov.br
CABO JULIO (MG) dep.cabojulio@camara.gov.br
GILBERTO NASCIMENTO (SP)dep.gilbertonascimento@camara.gov.br
JAIR DE OLIVEIRA (ES) dep.jairdeoliveira@camara.gov.br
MARIA LÚCIA CARDOSO (MG) dep.marialuciacardoso@camara.gov.br
MAURO BENEVIDES (CE) dep.maurobenevides@camara.gov.br
MAURO RIBEIRO LOPES (MG)dep.maurolopes@camara.gov.br
MAX ROSENMANN (PR) dep.maxrosenmann@camara.gov.br
MARCELLO SIQUEIRA (MG) dep.marcellosiqueira@camara.gov.br
NELSON TRAD (MS) dep.nelsontrad@camara.gov.br
MOACIR MICHELETTO (PR) dep.moacirmicheletto@camara.gov.br
OSVALDO BIOLCHI PMDB - (RS) dep.osvaldobiolchi@camara.gov.br
PEDRO IRUJO (BA)dep.pedroirujo@camara.gov.br
PEDRO NOVAIS (MA)dep.pedronovais@camara.gov.br
REINHOLD STEPHANES (PR)dep.reinholdstephanes@camara.gov.br
ROSE DE FREITAS (ES)dep.rosedefreitas@camara.gov.br
TAKAYAMA (PR)dep.takayama@camara.gov.br
WILSON JOÃO CIGNACHI (RS)dep.wilsoncignachi@camara.gov.br
JORGE ALBERTO (SE) dep.jorgealberto@camara.gov.br

PTB:

ALEX CANZIANI - (PR) dep.alexcanziani@camara.gov.br
EDNA MACEDO (SP) dep.ednamacedo@camara.gov.br
JEFFERSON CAMPOS - (SP) dep.jeffersoncampos@camara.gov.br
JOSÉ CHAVES (PE) dep.josechaves@camara.gov.br
JOSUÉ BENGTSON (PA)dep.josuebengtson@camara.gov.br
LUIZ ANTONIO FLEURY FILHO (SP)dep.luizantoniofleury@camara.gov.br
NELSON MARQUEZELLI (SP)dep.nelsonmarquezelli@camara.gov.br
MILTON CARDIAS (RS)dep.miltoncardias@camara.gov.br
PASTOR REINALDO (RS)dep.pastorreinaldo@camara.gov.br
RICARDO IZAR (SP) dep.ricardoizar@camara.gov.br

PP:

DILCEU SPERAFICO (PR)dep.dilceusperafico@camara.gov.br
ALFONSO HAMM (RS)dep.afonsohamm@camara.gov.br
NILTON BAIANO (ES)dep.niltonbaiano@camara.gov.br
ANTÔNIO CRUZ (MS)dep.antoniocruz@camara.gov.br
LINO ROSSI (MT)dep.linorossi@camara.gov.br
BENEDITO DIAS (AP)dep.beneditodias@camara.gov.br
RONIVON SANTIAGO (AC) dep.ronivonsantiago@camara.gov.br
SÉRGIO CAIADO (GO) dep.sergiocaiado@camara.gov.br
FEU ROSA (ES) dep.feurosa@camara.gov.br
ÉRICO RIBEIRO - (RS)dep.ericoribeiro@camara.gov.br
MARCOS ABRAMO (SP) dep.marcosabramo@camara.gov.br

PSB:

JÚLIO DELGADO (MG) dep.juliodelgado@camara.gov.br
JOSIAS QUINTAL (RJ) dep.josiasquintal@camara.gov.br
MARCONDES GADELHA (PB)dep.marcondesgadelha@camara.gov.br
EDINHO MONTEMOR (SP)dep.edinhomontemor@camara.gov.br

PL:

CORONEL ALVES (AP) dep.coronelalves@camara.gov.br
JÚNIOR BETÃO (AC) dep.juniorbetao@camara.gov.br
INALDO LEITÃO (PB) dep.inaldoleitao@camara.gov.br
INOCÊNCIO OLIVEIRA (PE) dep.inocenciooliveira@camara.gov.br

PDT:

SEVERIANO ALVES (BA) dep.severianoalves@camara.gov.br
ÁLVARO COSTA DIAS (RN) dep.alvarodias@camara.gov.br
MAURÍCIO QUINTELLA (AL) dep.mauricioquintellalessa@camara.gov.br
RODOLFO PEREIRA (RR) dep.dr.rodolfopereira@camara.gov.br
JOÃO HERRMANN (SP) dep.joaoherrmannneto@camara.gov.br
MANNATO PDT - (ES) dep.manato@camara.gov.br


Outros partidos:

JOSÉ LINHARES (PP - CE)dep.joselinhares@camara.gov.br
MARCELO ORTIZ (PV - SP) dep.marceloortiz@camara.gov.br
EDMAR MOREIRA (PFL - MG) dep.edmarmoreira@camara.gov.br
ATILA LIRA - (PSDB - PI) dep.atilalira@camara.gov.br
JOSÉ DIVINO (PMR - RJ) dep.josedivino@camara.gov.br
JOAQUIM FRANCISCO - (PFL - PE)dep.joaquimfrancisco@camara.gov.br
LAEL VARELLA (PFL - MG) dep.laelvarella@camara.gov.br
LEONARDO MATTOS (PV - MG) dep.leonardomattos@camara.gov.br

10.11.05

CRISE DO PALOCCI

Fazenda não comenta notícias sobre possibilidade de Palocci deixar o governo

O Globo
Globo Online

BRASÍLIA - O Ministério da Fazenda não quis se pronunciar, nesta quinta-feira, sobre as notícias de que o ministro Antonio Palocci poderia deixar o cargo por causa de divergências com a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e das pressões por causa das acusações em CPIs sobre o período em que ocupava a prefeitura de Ribeirão Preto. Palocci passou a manhã desta quinta-feira na Granja do Torto reunido com o presidente Lula, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e o presidente do PT, Ricardo Berzoini. À tarde, o ministro deve ficar no Palácio do Planalto.

As atenções do Planalto devem ficar voltadas hoje para o depoimento do ex-assessores do ministro na prefeitura de Ribeirão Preto, Vladimir Poletto e Rogério Buratti, na CPI dos Bingos. Poletto declarou à revista "Veja" ter participado de um esquema de recebimento de US$ 3 milhões do governo de Cuba para a campanha do presidente Lula em 2002.

As críticas da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, à proposta de uma política fiscal de médio e longo prazos apresentada pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, irritaram profundamente o ministro Palocci. Ontem ele tratou do assunto com o presidente Lula e voltou a reforçar suas queixas hoje no encontro com o presidente na Granja do Torto.

Notícias publicadas nesta quinta-feira dão conta de que as divergências com Dilma levaram Palocci a considerar a sua saída do governo. Motivo: o presidente Lula está enfrentando uma disputa entre a Casa Civil, de um lado, e Fazenda e Planejamento, do outro, em relação a um aprofundamento do aperto nas contas públicas, e Palocci não gostou de duras críticas da ministra à política econômica e ao programa fiscal de longo prazo que ele e o ministro Paulo Bernardo têm proposto. Em entrevista a "O Estado de S. Paulo", Dilma disse que a proposta é "rudimentar" e o debate, "desqualificado".

Segundo "O Globo", no Congresso e na Esplanada correu informação extra-oficial de que Lula estaria apoiando a posição de Dilma, mas não faria uma declaração pública para não fragilizar ainda mais Palocci, alvo de investigações das CPIs.

Reportagem de capa do jornal "Valor" desta quinta-feira também destaca o conflito: "Abatido com o cerco que vem sofrendo no Congresso e no próprio governo, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, já pensa em deixar o cargo. Nos últimos dias, manifestou essa possibilidade a assessores do presidente Lula e a pelo menos um interlocutor no Congresso. O efeito da entrevista sobre Palocci foi "devastador", segundo parlamentar próximo do ministro. Assessores de Lula afirmaram que só haveria duas alternativas para o caso: a demissão da ministra ou uma nota oficial com pedido de desculpas. Nenhuma delas foi considerada ontem (quarta-feira). As críticas de Dilma vieram em um momento muito delicado, em que a oposição dá sinais de que não protegerá mais o ministro, como fez desde o início da crise política".

Segundo a "Folha de São Paulo", Palocci disse a Lula que se sente "cansado". Reclamou que faz "jornada dupla" (gerenciar a economia e a crise) "e ainda tem de ouvir críticas numa hora de fragilidade". O presidente, segundo o diário paulista, "pediu calma", afastou a "hipótese de saída e prometeu falar com Dilma".

Na equipe econômica do governo foi considerada absurda a avaliação feita por Dilma sobre o ajuste fiscal. A proposta vem sendo apresentada por Paulo Bernardo como forma de preservar Palocci de tantas cobranças sobre a ortodoxia da política econômica.

Segundo técnicos do governo, é essencial para o Brasil um plano que garanta o crescimento econômico não só agora, mas no futuro.

- Esse objetivo não vai mudar. Não vai haver qualquer mudança na política econômica - disse um técnico.

O pior das críticas de Dilma, segundo auxiliares da equipe econômica, foi o desgaste político para Palocci e Bernardo. As declarações foram consideradas graves porque desautorizaram os ministros. Foi lembrado que o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu discordava da política econômica, mas nunca enfrentou a equipe tão frontalmente.

Apesar de o Planalto ter passado ontem uma imagem de entendimento entre os dois grupos, o clima é de crise. Paulo Bernardo passou a tarde ontem no Planalto e se encontrou com Dilma. Segundo deputados petistas, o ministro também está irritado com as declarações da chefe da Casa Civil e cobrou satisfações.

Na reunião da Câmara de Política Econômica, no Planalto, Palocci conversou com Dilma. Depois da conversa, a ministra ligou para Bernardo e tentou pôr panos quentes na situação.

Em conversas com ministros, Lula foi claro nos últimos dias: o rumo da política econômica não deve ser alterado em hipótese alguma. Mas também não é para cometer excessos. Lula está muito incomodado com o superávit primário recorde e teria dado sinal verde para que a Dilma enquadrasse Bernardo. A ordem é gastar mais até o fim do ano.

Lula está convencido do argumento dos aliados de que se continuar com esse arrocho suas chances de reeleição serão menores, pois o crescimento será afetado.

- Está na hora de fazer um esforço para o crescimento. O país não tem condições de fazer um superávit primário de 6% do PIB. Quanto maior o crescimento, menor o custo do ajuste fiscal - disse o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), reforçando a posição de Dilma Rousseff.

A avaliação no governo é de que Bernardo está se queimando para proteger Palocci. Mas já há quem considere suicida a estratégia do ministro do Planejamento. Na base aliada, ele é duramente criticado.

- O ministro Paulo Bernardo está querendo ser mais realista que o rei - disse o líder do PCdoB na Câmara, deputado Renildo Calheiros (PE).

SORAYA GARCIA - DISPENSADA

Dispensada de depor, ex-assessora diz que repetiria acusações contra Dirceu

LEONARDO SOUZA
da Folha de S.Paulo

Informada na última hora que não iria mais depor na CPI dos Correios, Soraya Garcia, ex-assessora financeira do PT em Londrina, disse que achou estranho o cancelamento de seu depoimento, marcado para ontem, pois só iria repetir para os parlamentares o que diz ter visto e ouvido na campanha municipal de 2004. A CPI alegou que o depoimento foi suspenso em razão de uma entrevista coletiva da cúpula da comissão, concedida ontem à tarde.

Em agosto, em entrevista à Folha, Soraya acusou o ex-ministro da Casa Civil e deputado José Dirceu (PT-SP) de ter levado R$ 300 mil para a campanha à reeleição do prefeito Nedson Micheleti (PT). Ela também acusa o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) e o chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, de participarem do esquema de caixa dois na campanha, que, segundo ela, chegaria à cifra de R$ 6,5 milhões.

Ao ser questionada se havia se preparado para o depoimento, disse: "Eu não me preparei, quem me preparou foi o próprio PT. Eu passei um ano e meio assistindo a tudo de errado que eles faziam". Leia a entrevista que Soraya concedeu ontem à noite à Folha.

Folha - Quando informaram à sra. que a audiência seria suspensa?

Soraya Garcia - Até onde eu sei, foi suspensa na última hora.

Folha - Quem a avisou?

Soraya - Foi a sra. Cleide [Ferreira Cruz, da área técnica da CPI]. Ela disse que era isso, sem dar explicação.

Folha - O que a sra. estava disposta a falar na CPI? A sra. se preparou para a audiência?

Soraya - Na verdade eu não me preparei, quem me preparou foi o próprio PT. Eu passei um ano e meio assistindo a tudo de errado que eles faziam. Achei estranho o cancelamento. Só ia dizer o que vi e ouvi, que é o que eu venho dizendo há muito tempo.

Folha - A sra. viu o ex-ministro José Dirceu levar R$ 300 mil para a campanha do prefeito de Londrina ou ouviu a história?

Soraya - Eu estava participando de um evento de confraternização do PT, no dia 18 de setembro [um sábado], do qual José Dirceu participaria [...]. De quinta para sexta-feira, o Augusto [Ermetio Dias Júnior, diretor-financeiro da campanha do prefeito de Londrina] me disse: "Soraya, temos de fazer um evento bem bonito, para agradar ao prefeito e ao José Dirceu, que está trazendo dinheiro".

Folha - Augusto disse quanto Dirceu estaria trazendo?

Soraya - Não, ele não disse. Mas na segunda-feira, dia 20 de setembro, ele chegou com R$ 300 mil, em notas de R$ 100, com lacre do Banco do Brasil.

Folha - A sra. contou o dinheiro?

Soraya - Eu e o Augusto sempre contávamos o dinheiro.

Folha - Como a sra. sabe que foi o dinheiro que Dirceu trouxe?

Soraya - Antes desse dia, não havia um tostão de fundo de caixa [...]. Eu nunca disse assim: o José Dirceu trouxe o dinheiro. Disse que, no dia 20 de setembro, nós estávamos lá, sem dinheiro, quando o Augusto chegou com uma sacolinha, com R$ 300 mil.

8.11.05

PICADINHO DE DEMOCRATA

por LUCAS MENDES - BBC

O candidato democrata Fernando Ferrer e o republicano Michael Bloomberg não têm sal mas o judeu tem o capital.
Gastou quase vinte vezes mais na campanha do que o latino e as pequisas mostram que o excesso de dólares não incomodou seus eleitores.
Ele não vai ganhar só pelo capital. Nova York está satisfeita com os resultados do primeiro mandato.
A cidade está segura, as finanças estão em ordem, não há escândalos. Houve progressos visíveis na educação e na moradia para a classe média baixa.

Clique aqui para ouvir esta coluna na voz de Lucas Mendes

Há cinco democratas para cada republicano em Nova York e dos 108 prefeitos só oito foram republicanos.
Nos últimos cem anos quatro republicanos, incluindo Bloomberg, chegaram à prefeitura mas nunca tiveram quatro mandatos consecutivos.
Os outros republicanos foram Fiorello LaGuardia, o melhor prefeito na história da cidade, John Lindsay, um medíocre e o Rudolph Giuliani, excepcional.
O sucesso republicano vem da mudança na lei em 1993 que impôs limite no número de vezes que um candidato pode se eleger e emperrou a máquina do partido democrata.
Os sindicatos perderam peso. Entre as minorias, o democrata Fernando Ferrer, de origem portorriquenha, talvez não ganhe nem entre os latinos.
Outro impacto negativo na máquina democrata foi a reforma no financiamento da campanha.
O bilionário Bloomberg fez sua campanha com o próprio dinheiro mas os políticos em geral recorrem as verbas públicas que não favorecem este ou aquele candidato do partido. Os mais jovens desafiam os veteranos.
O coração de Nova York é dos democratas mas nas eleições municipais eles estão cada vez mais pragmáticos.

Distúrbios mostram morte do modelo social francês

O modelo social francês de integração morreu.
A prova são os violentos confrontos que estão varrendo a França desde 27 de outubro.

As imagens de bombeiros tentando apagar o fogo de milhares de carros e ônibus incendiados, prédios e supermercados vandalizados, e dos confrontos entre a polícia de choque e jovens encapuzados viraram rotina.

São cenas de insurreições de Terceiro Mundo – e agora em toda a França.

Duas Franças

Na verdade, existem duas Franças. A vida em Paris, por exemplo, é o oposto daquela nos subúrbios.
Veja o caso de Clichy-sous-Bois, ao nordeste de Paris.
Lá começaram os distúrbios, no último dia 27 de outubro, quando dois adolescentes muçulmanos morreram eletrocutados numa estação de transmissão elétrica.
Uma investigação tenta apurar se, de fato, eles estavam fugindo da polícia.
Clichy-sous-Bois é um subúrbio com prédios hediondos, erguidos às pressas – e pelo menor preço possível –, a partir dos anos 50.
Naquela época, os habitantes das colônias francesas no norte da África foram encorajados a vir trabalhar aqui. Fizeram parte do crescimento econômico.

Netos

Hoje, após décadas de desemprego crônico, metade dos habitantes de Clichy-sous-Bois têm menos de 20 anos de idade.
O nível de desemprego é de 40% - na França como um todo é de 10%.
Traficantes de drogas e pequenos criminosos perambulam pelas ruas.
Muitos desses jovens envolvidos nos confrontos são netos dos que vieram do norte da África.
Nasceram na França, mas são tratados como cidadãos de segunda categoria.
Eles têm, por exemplo, maior dificuldade para encontrar empregos por conta de seus nomes árabes.
Dos 60 milhões de franceses, 5 milhões são muçulmanos. Porém não há sequer um deputado muçulmano na Assembléia Nacional.

Polícia

Por sua vez, a polícia tem sido atacada pela maneira como trata os muçulmanos.
Em abril, a Anistia Internacional julgou que ela goza de ‘’impunidade generalizada’’ quando lida com imigrantes.
Zyed Benna, 17, e Bouna Traore, 15, os dois adolescentes eletrocutados, teriam, segundo amigos, fugido da polícia para evitar mais um interrogatório.
Como todos jovens, estavam habituados a produzir documentos – e sabiam que um interrogatório pode terminar na delegacia, e durar mais de quatro horas.
Pouco após o anúncio da morte de Benna e Traore, começaram os distúrbios.
Nicolas Sarkozy, o ministro do Interior, chamou os jovens responsáveis pelos primeiros incêndios de "escória". A ira dos jovens só aumentou.

Frustração

Considerável parte dos jovens revoltados são pessoas frustradas com suas vidas.
Alguns fazem parte de gangues, mas seria incorreto dizer que são a maioria.
De qualquer forma, eles não conseguem exprimir sua ira através de reivindicações claras.
E não é a primeira vez que enfrentam a polícia. No entanto, esta é a primeira vez que a violência se esparrama por toda a França.
E ao que tudo indica, o quadro tende a piorar.
BBC

7.11.05

CAPA VEJA VIII


Edição nº 1929, de 02/11/05 –

“Os dólares de Cuba para a campanha de Lula”

PROCESSADA!!!

CAPA VEJA VII


Edição nº 1927, de 19/10/05 –

“Um fantasma assombra o PT”

PROCESSADA!!!